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Espiritualidade: A Castidade

Espiritualidade: A Castidade

Caríssimos irmãos, paz! A castidade é vista por muitas pessoas ou até por muitos de nós como algo do passado,

Foto da Catedral

Caríssimos irmãos, paz!

A castidade é vista por muitas pessoas ou até por muitos de nós como algo do passado, ultrapassado e impossível de ser vivido. Será que é isso mesmo? Será que a castidade é só para padres, religiosos? É possível falar de castidade no matrimônio? Ousaria dizer que a castidade é uma virtude para todo cristão. Ela tem haver com outras virtudes, como: temperança, justiça, fidelidade, amor, sobriedade, renúncia , altruísmo, dentre outras.

A castidade “implica a moderação da paixão; é uma virtude da sobriedade”, virtude esta que auxilia o indivíduo a viver na constância de seus instintos, vivendo sua vida na pura graça de Deus. O significado da castidade segundo o Catecismo da Igreja Católica consiste na “integração da sexualidade na pessoa”. “A castidade é uma virtude moral. É também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual. O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo” (CIC §2345). Assim, “todo batizado é chamado à castidade”. O cristão “se vestiu de Cristo”, modelo de toda castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. No momento do Batismo, o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade” (CIC§2348).

Imagem Internet

Podemos ainda definir a castidade como “amar uma coisa só” ou “querer uma coisa só”, ou seja, amar a Deus sobre todas as coisas: “Eu sou o primeiro e o último”, ainda: “buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e tudo vos será acrescentado”; isso é válido para todos: Padres, religiosos, casados, solteiros, noivos, viúvos… todos.

A castidade pode ser vista e definida, sobretudo, em três aspectos: Cristológico: a pessoa de Jesus Cristo é o exemplo, a razão e o sentido desta forma de vida; escatológico : a castidade aponta para aquilo que seremos definitivamente e eternamente no céu: todos de Deus, em Deus; eclesiológico: por amor ao Reino, evangelização, seguimento e identificação com a pessoa de Cristo no estado de vida a que foi chamado e a salvação das almas. A castidade põe diante do mundo e de todos os homens e mulheres um sinal vivo de Deus.

Ir. Ana Paula, FPSS (Toca de Assis)
Graduada em Filosofia e Bacharel em Teologia

 

Leia outros artigos da Série Espiritualidade:
▪️Sacramento do Matrimônio
▪️ A pobreza
▪️O Sacramento da Cura ou da Reconciliação

 

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05 de maio de 2025