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Espiritualidade: A obediência

Espiritualidade: A obediência

A obediência que aqui refletiremos é uma obediência diferente daquela simplista que o mundo prega e até combate: (“o maior

Foto da Catedral
Imagem: Pixabay

A obediência que aqui refletiremos é uma obediência diferente daquela simplista que o mundo prega e até combate: (“o maior e mais poderoso manda e o menor tem que obedecer”), não se trata disso e sim de uma obediência que podemos chamar cristã, ou seja, falaremos da Obediência de Cristo e isso muda tudo… 

Sim, a Sagrada Escritura diz que Cristo se fez obediente (Fl 2, 8), que Cristo aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu, e mais, que ele se tornou causa de salvação para todos os que lhe obedecem (Hb 5, 8-9) e que pela obediência de um só (Cristo Jesus) todos virão a ser justos (Rm 5, 19). 

Aqui está a grande importância dessa virtude vivida e assumida por Jesus como fonte e instrumento de salvação eterna. Aprofundemos um pouco mais o que significa o que dissemos até aqui: Cristo foi obediente e isso foi salvação para todo homem.

Lembremos do pecado de Adão que foi justamente o pecado da desobediência a Deus querendo ser como Deus. Aqui está o fundamento da obediência de Cristo, Ele é o novo Adão, que obediente a vontade do Pai nos salva da antiga culpa da desobediência de nosso primeiro pai. Aquele era homem e quis ser Deus e caiu na desobediência, Este é Deus e se fez homem e se fez obediente e obediente até a morte de Cruz.

Portanto, a obediência cristã é pensada e vivida a partir desse fundamento. Cristo é o obediente ao Pai. Só partindo desse pressuposto o ato de se submeter a uma pessoa, autoridade, circunstância, ganha sentido e razão de ser. A obediência está presente e perpassa toda a vida de Jesus. Ele, diz a Palavra, era submisso a seus pais (Lc 2, 21), foi cumpridor da Lei (Mt 5, 17-20), e sobretudo, obedeceu plenamente a vontade do Pai: “a minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou” (Jo 4, 34) e “Eu faço sempre aquilo que é do seu agrado” (Jo 8,29).

A pessoa de Cristo ilumina, enfim, tanto a obediência em sentido moral, como meio, como bem intermediário para a vida comum e terrena, como ilumina a vida de fé, onde essa virtude se aproxima e ganha um sentido mais profundo e teologal como fim, que nos liga diretamente a Deus pela fé. 

Peçamos ao Senhor Jesus que nos ensine a sermos obedientes a Deus e sua vontade a dizermos como Ele: “Não se faça a minha vontade, mas a tua” (Lc 22, 42) e “Eis que venho para fazer, ó Deus a tua vontade” (Hb 10,9). Dessa obediência depende não só nossa felicidade e nosso bem, mas também nossa salvação.

 

Ir. Ana Paula, FPSS (Toca de Assis)

 

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05 de maio de 2025