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Movimento dos Focolares inicia Assembleia Geral com foco na unidade em um mundo polarizado

Movimento dos Focolares inicia Assembleia Geral com foco na unidade em um mundo polarizado

Teve início neste domingo, 1º de março, no Centro Mariápolis de Castel Gandolfo (em Roma – Itália), a quarta Assembleia

Foto da Catedral
Javier García – Focolares

Teve início neste domingo, 1º de março, no Centro Mariápolis de Castel Gandolfo (em Roma – Itália), a quarta Assembleia Geral do Movimento dos Focolares após a morte de sua fundadora, Chiara Lubich (1920-2008). Até o dia 21 de março, 320 participantes provenientes de 150 países — representando culturas, vocações e contextos eclesiais diversos — estarão reunidos para discernir os próximos passos do Movimento diante dos desafios do cenário global contemporâneo.

Infelizmente, alguns participantes ainda não conseguiram chegar a Roma devido ao agravamento da situação do conflito na região do Oriente Médio e ao consequente fechamento do espaço aéreo. Desde a abertura dos trabalhos, os pensamentos e as orações de toda a Assembleia se voltaram imediatamente para essa região do mundo, marcada por tensões e sofrimento.

Reconhecido pela Igreja Católica como Associação de fiéis de caráter privado e universal, de Direito Pontifício, o Movimento dos Focolares nasceu durante a Segunda Guerra Mundial com o carisma da unidade e da fraternidade universal. Atualmente, está presente nos cinco continentes e promove o diálogo entre religiões, culturas e diferentes convicções.

Desafios contemporâneos e atualização do carisma

O eixo central da Assembleia será a atualização e implementação do carisma da unidade em um mundo marcado por polarizações políticas, conflitos armados, desigualdades sociais e transformações tecnológicas aceleradas.

Entre os principais temas em pauta estão:

  • O compromisso com a paz e a justiça social;
  • O diálogo como resposta à crescente polarização global;
  • O uso responsável das tecnologias digitais;
  • O fortalecimento do diálogo ecumênico e inter-religioso;
  • A promoção da ecologia integral;
  • A construção de uma governança cada vez mais participativa;
  • A transmissão do carisma às novas gerações do Movimento.

Também estão previstas sessões de debate sobre propostas de alteração aos Estatutos Gerais e aos Regulamentos das diferentes ramificações, num esforço de adequação institucional às orientações da Igreja e às exigências do tempo presente.

Em seu discurso de abertura, a atual presidente, Margaret Karram, destacou o caráter universal da Assembleia:

“Após uma longa preparação, tenho a impressão de ver aqui presentes não apenas vocês, mas todas as nossas comunidades do mundo: desde Gen 4 (crianças que participam dos Focolares) aos bispos, aos aderentes, aos jovens; todos aqueles que neste momento oferecem seus sofrimentos pelos motivos mais diversos.”

Eleições e novo governo

Realizada a cada cinco anos, conforme o Decreto do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida (2021), a Assembleia Geral é o momento máximo de decisão do Movimento.

No dia 5 de março, Margaret Karram apresentará seu relatório de fim de mandato, acompanhado de reflexões do Copresidente, Jesús Morán. Já o dia 12 de março será dedicado à eleição da Presidente e do Copresidente — cargos que, segundo os Estatutos Gerais, devem ser confirmados pela Santa Sé. No dia 15, serão eleitos os Conselheiros Gerais, completando a formação do novo governo.

Além da escolha das novas lideranças, os participantes deverão aprovar as linhas programáticas que orientarão o Movimento nos próximos anos.

Entre memória e futuro

Esta quarta Assembleia pós-Chiara Lubich ocorre em um contexto histórico exigente para os movimentos eclesiais, chamados a reforçar transparência, corresponsabilidade e fidelidade ao carisma fundador, ao mesmo tempo em que respondem às demandas sociais e culturais emergentes.

Ao reunir representantes de 150 países, o Movimento dos Focolares busca reafirmar sua vocação à unidade universal, propondo o diálogo como instrumento privilegiado para a construção de pontes em uma sociedade fragmentada — um desafio que ultrapassa fronteiras religiosas e interpela toda a humanidade.

Por Nicole Melhado  – Focolares

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